"A ilusão da pureza orgânica colapsou. A figura que cintila à sua frente não encena a morte da natureza, mas o triunfo ambíguo de uma nova biopolítica. Haraway e Latour nos revelaram a isonomia das redes: a técnica não é mais uma armadura alheia, mas a própria tessitura do nosso ser. Nossas cognições e afetos orbitam no hibridismo absoluto do capitalismo tecnocientífico. Rejeitar a máquina seria uma nostalgia estéril; contudo, render-se de olhos vendados aos fluxos algorítmicos é a anulação do sujeito. Assumir a condição do ciborgue exige, por excelência, a lucidez indomesticável de questionar quem detém o poder de codificar as malhas invisíveis da nossa existência."
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Instalação Epistemológica Pós-Moderna